11/19/2004

Real República AY - Ó - LINDA (insígnias de ordem honorífica)

  • Tem o Rei da Lampadário e o Cantor do Fado Hilário
  • Cruz de Malta.
  • Colar da Ordem do Barulhento Latão.
  • Cavaleiros de Vaco.
  • Comenda da Sociedade Destruidora dos Animais (Caloiros, Bichos &Galináceos).
  • Fita do Osculum.
  • Prémio Nobel da Barafunda.
    Nota aos sábados há Triatro

Real República AY - Ó - LINDA

"Temos pouco e devemos muito"
(Do Livro: Deve Haver)
A "Ay-Ó-Linda" bacana,
Da vizinhança estimada.
Não deixa passar semana
Que não haja cowboyada.
Se és jeitosa e meiguita
E c,roas "habeas" ainda
Acredita sem reservas
Na maralha d, Ay-Ó-Linda.
Com alegria e com gana,
Em galinhas especializada.
E se há festa além Santana
Lá está representada.
Hino da República Ay-Ó-Linda, inesquecível pelos anos áureos passados em Coimbra.

11/18/2004

O meu cão chamado ORPHEU

O meu cão chamado Orpheu, é um cão familiar, é do meu filho, é da minha mulher e é meu.
O meu cão chamado Orpheu nasceu de um parto difícil.
O meu cão chamado Orfheu encheu a casa de alegria.
O meu cão chamado Orpheu às vezes cheira mal e dá trabalho.
O meu cão chamado Orpheu tem de ficar muitas vezes na Avó.
O meu cão chamado Orpheu regressa sempre a casa.
O meu cão chamado Orpheu dá sempre uns passeios de carro.
O meu cão chamado Orpheu, precisa de caminhar duas horas por dia.
O meu cão chamado Orpheu, obrigou-me a copmprar umas botas de média montanha.
O meu cão chamado Orpheu é a oitava maravilha do mundo.
Mas!!, não sei se ele é feliz!...

P.S. Faz sete meses no dia 22 de Novembro de 2004 que o meu cão chamado Orpheu vive conosco em economia comum. Por curiosidade o meu cão chamado Orpheu tem pedegree é um Golden Retrivier


11/17/2004

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O Rio Corre, bem ou mal,
Sem edição original.
A brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa

Josile

Permitir e conseguir esgrimir uma ideia sem ir, torna-se uma tarefa inglória sem rir.

Num dia frio de Novembro

Num dia frio de Novembro, lembrei-me que em tempos tinha começado a editar um Blog, procurei e encontrei alguns testemunhos e carinhos que não queria perder.

4/09/2004

No 25 de Abril com José Miguel Júdice

No dia 25 de Abril de 1974, pelas nove horas da manhã, estava numa sala dos Gerais da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, assistia a uma aula prática de Direito Constitucional dada pelo meu Bastonário Dr. José Miguel Júdice, que ainda ensonado não se tinha aprecebido do alcance do que estava a acontecer nessa manhã em Lisboa e não nos deixou sair da aula??

O professor da Cadeira era o Snr. Dr. Rogério Erhardt Soares, diria Camões "Rogeiro"

2/20/2004

Galeguidade

"Ainda estou vivo, ainda posso viver para me vingar"!

Sentimento galego do século XIX

12/26/2003

Pensamento adolescente

" A separação definitiva, sem probabilidade de volta, só se pode levar a cabo num período de serenidade, quando não há no horizonte a menor sombra de traição, quando se pode olhar na alma um do outro como numa água carificada em que nenhum abalo faça subir à tona velhas escórias de recordações turvas ou de sentimentos impuros."

A Virgem de 18 quilates de Pittigrilli

12/03/2003

Havemos de cantar!! Outra vez num domingo à tarde.

Não é possível, que remotamente possa acontecer poder tomar banho duas vezes na mesma água dum rio (hoje em dia isso é impossível mesmo objectivamente, graças à poluição que grassa por todos os rios do nosso país),vê-se logo que não estamos na Grécia Antiga.
Não è possível, apreciar a música tangente da citara, qual perfume de ave que voa silenciosa pelos espaços aéreos do nosso país (esperemos que a casa da música fique pronta e faça jus ao objectivo com que foi criada, substituindo-se à natureza ), vê-se logo que a sociedade industial, ou melhor pós-industrial em que vivemos, tenta substituir-se à natureza.
Não é possível, mais amanhãs que cantem e ideologias inconsequentes e utópicas espelhadas e numa ansia voraz de dignidade e justiça ( o país ainda está à espera de poder acompanhar os comparsas da UE e talvez secretamente alimente aesperança de poder ter a mesma importância que os Gauleses ou os Germanos)neste contexto a nssa economia está cada vez mais globalizada, espero que não se esqueçam que Portugal iniciou no Século XV a primeira globalização da história ou melhor deu consistência à globalização do Século XXI.

11/12/2003

Armindo Rodrigues, Bertold Brechet e desconhecido

Por amar tanto o mundo
É que o sonho me atrai.

Por amar tanto a Paz
É que à guerra me dou.

Por amar tanto a vida
É que a morte não temo.

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"Do rio que tudo arrasta
se diz que é violento.
Mas, ninguém diz violentas
as margens que o comprimem."

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"Sê forte não te lamentes."

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Fases oníricas também já ultrapassadas. Talvez o último pensamento ainda tenha alguma justificação.

11/11/2003

Pensamento de Ernest Hemingway (1899 - 1961) 11de Nov de 2003

Fase Hemingwayana, já ultrapassada, mas sempre agradável de revisitar:


" Há certas coisas que não se aprendem rapidamente e pelas quais temos de pagar caro com a nossa única moeda - tempo.
São as coisas mais simples, e porque um homem leva a vida inteira para as aprender, o pouco de novo que cada homem tira da vida é muito caro e é a única herança que tem para deixar."

11/09/2003

O Juramento do Árabe

Baçus, mulher de Ali, pastora de camelas,
Viu de noite, ao fulgor das rútilas estrelas,
Vail, chefe minaz de bárbara pujança,
Matar-lhe um animal. Baçus jurou vingança,
Corre, célere voa, entra na tenda e conta
A um hóspede de Ali a grave e inulta afronta,

"Baçus, disse tranquilo o hóspede gentil,
Vingar-te-ei com meu braço, eu matarei Vail."

Disse e cumpriu.
Foi esta a causa verdadeira
Da guerra pertinaz, horrível, carniceira
Que as tribos dividiu. Na Luta fratricida,
Omar, filho de Anru, perdera o alento e a vida.

Anru, que lanças mil aos rudes prélios leva,
E que, em sangue inimigo, irado, os ódios ceva,
Incansável procura, e é sempre em balde, o vil
Matador de seu filho, o traidor Mualhil.
Uma noite, na tenda, a um moço prisioneiro,
Recém-colhido em campo, o indómito guerreiro
Falou, severo, assim:
" Escravo, atende e escuta:
Aponta-me a região, o monte, o plaino, a gruta,
Em que vive o tridor Mualhil, diz a verdade;
Dá-me que o alcance vivoi, e é tua a liberdade!"

E o moço perguntou:
"É por Alá que o juras?"
"Juro" - o chefe tornou -
"Sou o homem que procuras!
Mualhil é o meu nome, eu fui que espedacei
a lança de teu filho, e aos pés o subjuguei!"

E intrépido, fitava o atónito inimigo.

Anru volveu: "És livre, Alá seja contigo!"

Gonçalves Crespo, de "Nocturnos"

11/08/2003

O estudante alsaciano

Antigamente, a escola era risonha e franca,
Do velho Professor as cãs, a barba branca,
Infundiam respeito, impunham simpatia,
Modelando as feições do velho, que sorria
E era como criança em meio das crianças.
Como ao pombal correndo em bando as pombas mansas,
Corriam para a escola; e nem sequer assomo

De aversão ou desgosto, ao ir para ali como
Quem vai para uma festa. Ao começar o estudo,
Eles, sem um pesar, abandonavam tudo,

E submissos, joviais, nos bancos em fileiras,
Iam todos sentar-se em frente das carteiras,
Atentos, gravemente, uns pequeninos sábios.
E o velho professor, tendo sempre nos lábios
Uma frase a animar aquele bando imbele,

Ia ensinando a este, ia emendando áquele,
De manso, com carinho e paternal amor.

Por fim, tudo mudou. Agora o professor,

Um grave pedagogo, é austero e conciso;
Nunca os lábios lhe abriu a sombra de um sorriso.
E aos pequenos mudou em calabouço a escola!
Pobres aves, sem dó, metidas na gaiola!
Lá dentro, hoje, o francês é lí­ngua morta e muda:
Unicamente o alemão ali se fala e estuda,
São alemães o mestre, os livros e a lição;
A Alsácia é alemã; o povo é alemão,
Como na própria pátria é triste ser proscrito!
Ferquentava também a escola um rapazito
De severo perfil, enérgico, expressivo,
Pálido, magro, o olhar inteligente e vivo
Mas de í­ntima tristeza aquele olhar velado
Modesto no trajar, de luto carregado...
-Pela Pátria, talvez! - Doze anos só teria.
O mestre, de uma vez, chamou-o a geografia:


-"Diz-me cá, rapaz... Que é isso? estás de luto?
Quem te morreu?"
-"Meu pai, no último reduto,

Em defesa da Pátria!"

-"Ah! sim, bem sei, adiante...
Tu tens assim um ar de ser bom estudante,
Quais são as principais nações da Europa? Vá!"

-"As principais nações são... a França..."
-"Hein? que é lá?...

Com que então, a primeira a França!Bom começo!
De todas as nações, pateta, que eu conheço,
Aquela que mais vale, a que domina o mundo,
Nas grandes concepções e no saber profundo,

Em riqueza e esplendor, nas letras e nas artes,
Que leva o seu domínio ás mais remotas partes,
A mais nobre na paz, a mais forte na guerra,

De onde irradia a ciencia a iluminar a terra,
A maior, a mais bela, a que das mais desdenha,
Fica-o sabendo tu, rapaz, é a Alemanha!"

Ele sorriu com ar desprezador e altivo,
E a cabeça agitou num gesto negativo.
E tornou com voz firme:


-"A França é a primeira!"
O mestre furioso, ergue-se da cadeira,
Bate o pé e uma praga enérgica se lhe escapa.


-"Sabes onde está a França? Aponta-ma no mapa!"
O aluno ergue-se então, os olhos fulgurantes,
O rosto afogueado; e enquanto os estudantes
Olham cheios de assombro aquele destemido,
Ante o mestre, nervoso, audaz e comovido,
Tí­mido feito herói, pigmeu tornado atleta,
Desaperta febril, a sua blusa preta,
E batendo no peito, impávida, a criança


Exclama:
-"É aqui dentro! aqui é que está a França!"
Acácio Antunes

Notas sobre o Autor: Acácio Graciano Antunes Brás, nasceu na Figueira da Foz em 26 de Agosto de 1853 e faleceu em Lisboa em 2 de Abril de 1927, Jornalista, teatrólogo, escritor e poeta de grande mérito, tendo escrito cerca de 60 obras sobre teatro, nomeadamente comédias, revistas, cançonetas, operas cómicas e operetas, sendo autor deste conhecido monólogo. (in Figueira.net, a Figueira da Foz na Internet )

Uma noite de diamantes 08/11/2003

Espero encontar uma terrível maneira de escrever, isto é ainda procuro um estilo e não estou completamente à vontade com o computador sim!; mas com esta forma de espraiar as ideias, ainda não.
Procuro por-me à vontade para iniciar uma conversa amena e inteligente sobre os mais diversos temas que me podeão vir à cabeça.
Procurarei também partilhar poesia e outros assuntos que poderão justificar a leitura de um Blogger.
Vou entrar nas discussões e indignar-me quando deva e acarinhar quando for curial.
Não quero ser juiz nem defensor imérito de nenhuma causa incolor, no entanto levarei em conta o meu estado de espírito, sendo intemporal e não assentarei em nenhum espaço predefinido.
Abraçarei o mundo e contarei histórias que os mais velhos ainda conhecem e demandarei valores e acções que fazem parte do nosso substracto, mas não esquecerei a modernidade e os tempos futuros numa aposta de esperança e confiança.
Pronto, sem mais, já escrevi e revitalizei o espírito, é só o começo para desembaraçar a mente e ver retratado aquilo que me passa pelo caco.
Mais à frente levarei em conta este processo laborioso de entrar num desafio constante e animador, para mostrar o desejo de transformar e editar as ideias mais importantes para a minha vida.